Ambiente e Bem-Estar: dois lados de uma mesma moeda
Publicado em 23/03/2020
A pandemia do COVID-19 intensificou uma realidade intrínseca do mundo contemporâneo: viver em ambientes fechados. A partir do lockdown dos espaços de estudo e trabalho, fomos forçados a unir tais funções em casa, antigamente atrelada a ideia de descanso e lazer. Sacadas transformaram-se em escritórios e quartos em salas de estudo, o que tornou difícil a separação entre as horas de dedicação e de repouso. Nessa nova dinâmica, os espaços, agora mistos, podem vir a ser extremamente estressantes.
A chamada Psicologia Ambiental estuda exatamente tal influência do meio na saúde mental de cada indivíduo. Seus estudos iniciaram a partir dos anos 60 com o psicólogo Kurt Lewin, que percebeu a importância da relação entre homem, ambiente e atividade. As práticas exercidas nos espaços devem sempre ser consideradas ao longo do estudo, pois são a partir delas também que entendemos as necessidades e o que pode ser feito para o local gerar o melhor aproveitamento possível de quem o ocupa.
Para tornar os lugares mais adequados, devemos levar em conta vários fatores como iluminação, temperatura, cores do espaço, entre outros. Em um quarto, por exemplo, recinto para descanso, é mais apropriado que se tenha uma boa iluminação com luzes indiretas de tons quentes, cores mais sóbrias, boa ventilação natural e móveis adequados, ajudando a criar um ambiente confortável. Já para um local de trabalho é mais conveniente que se tenha uma iluminação mais direta e com luzes frias, para que a pessoa consiga ter foco. Outro fator importante são as cores do ambiente, já que cada uma delas provoca sensações diferentes. O amarelo, por exemplo, transmite energia e criatividade, enquanto o azul induz a sensação de tranquilidade, por isso é muito importante escolher a cor certa para cada finalidade desejada.
Irving Weiner, psicólogo ambiental de Massachusetts, afirma: "Muitas dessas características ambientais não podem ser vistas ou aprendidas por nossos sentidos, mas ainda assim são capazes de influenciar diretamente o nosso comportamento ou humor”. Logo, é necessário que adequemos os cômodos de nossas residências, seja um quarto ou uma sala de estar, de acordo com as necessidades pessoais e atividades que pretendemos realizar em tais, assegurando assim espaços condizentes e, portanto, harmônicos entre o indivíduo e sua própria casa.
Escrito por: Ana Luiza Santos, Tomas Lee Guidotti, Gustavo Cardoso
Imagens disponíveis em: http://nksharmagroup.com/blog/why-is-your-home-the-most-comfortable-place-to-be-in-the-world/
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