Máscaras: do Básico ao Tecnológico

Edição original lançada no dia 09/04/2021

 
A Pandemia do COVID-19, iniciada em meados de fevereiro de 2020, já se adaptou à realidade dos brasileiros apesar de passar atualmente pelo seu período mais crítico no país. Dentro desta nova normalidade, embora uma das principais recomendações seja permanecer em casa, vemos diariamente muitas pessoas arriscando suas vidas para pagar as contas no fim do mês. Nesses casos, as orientações são claras: manter o distanciamento social, lavar bem as mãos e usar máscara o tempo todo. No início da pandemia, as máscaras eram indicadas apenas para as pessoas doentes, a fim de não a transmitirem para os outros. Após algum tempo de pesquisa, passou a ser indicado o uso para toda a população como forma de proteção contra o vírus, embora muitos negacionistas ainda sejam contra as recomendações médicas.

Com o rápido esgotamento de máscaras cirúrgicas descartáveis no mercado, abriram-se portas para uma produção majoritariamente artesanal e caseira, com diferentes tecidos. No imediatismo da situação, as pessoas começaram a utilizar o material disponível, independente de conforto e eficácia. Porém, com o aumento das pesquisas sobre o Coronavírus e sua transmissão, os designs foram sendo aprimorados para atender as medidas de saúde, incluindo além de filtração, vedação e modelagem anatômica, tornando o uso, agora diário, mais seguro, funcional e confortável.

Atualmente, as máscaras mais eficazes ao Sars-CoV-2, vírus transmitido amplamente pelo ar, são a N95 e PFF2, ambas da marca 3M, utilizadas majoritariamente nos hospitais. Já as mais consumidas pela população são as máscaras de tecido e as cirúrgicas descartáveis, que possuem um nível de proteção proporcional ao número de camadas (são recomendadas 3).

Não é difícil de se imaginar um futuro em que as máscaras farão parte do nosso dia a dia, independente de viver um período pandêmico. Diante dessa realidade, os designs estão sendo adaptados para incorporarem além de segurança e conforto, acessibilidade, tecnologia, personalidade e até mesmo um pouco de futurismo. Michael Soleu, designer industrial americano da empresa Garmin, criou uma nova versão estilizada das tipologias desenvolvidas pela estudante Ashley Lawrence, que permitem a leitura labial do usuário e incluem os deficientes auditivos ao “novo normal”. Já Oliver Perretta, designer industrial inglês, criou máscaras multifuncionais inspiradas nos modelos da marca AirPop, que além de filtrar o ar, também monitoram a qualidade dele. Por tecnologia Smart, os dados coletados são transmitidos para o dispositivo mobile a fim de aumentar a segurança do indivíduo. Além disso, desenvolvida pelo mesmo designer anterior, a máscara com filtro de malha e grafeno, material mais leve e fino do mundo, além de promover uma boa filtração, conta com uma tecnologia própria esterilizante a partir de correntes elétricas.

Portanto, a evolução do uso das máscaras durante a Pandemia Mundial do COVID-19 está sendo muito significativa. Desde a utilização somente pelos infectados e máscaras de pano pouco eficazes até o design extremamente tecnológico e inovador, foi-se descobrindo muito com as pesquisas científicas. É disso que se trata o design deste produto no cenário atual, o alinhamento da ciência e funcionalidade para garantir segurança. Usem máscara e protejam-se nesse período! O vírus é transmitido facilmente pelo ar e a utilização de proteção é de extrema importância para a sua saúde e do próximo. Vale lembrar também que o descarte destas deve ser cuidadoso e de maneira correta e sustentável.

Vamos passar por essa juntos!

Escrito por: Ana Luiza Santos Fernandes de Faria, Tomas Lee Guidotti e Gustavo Cardoso.

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