Do Cinza ao Verde

Edição Original lançada no dia 01/09/2020


Alemão de nascença, Franz Heep é considerado um dos grandes nomes do mercado corporativo dos edifícios residenciais. Após sua chegada em São Paulo como um refugiado da Segunda Guerra, atuou como arquiteto e urbanista na cidade e ajudou a tecer uma padronização nas fachadas verdes de muitos edifícios da capital.

Já reparou que nos últimos anos há um uso e abuso da natureza como parte das decorações? O verde como o foco dos ambientes tem e intenção de criar um local com aspecto natural. O edifício Normandie (1953 - 1957), projetado por Heep, foi um dos primeiros edifícios que trouxe o clima de natureza para as moradias urbanas com suas fachadas marcadas por floreiras e elementos curvos de concreto.

A mistura das floreiras com os elementos de concreto dão uma forte identidade para a fachada, além de possuírem papéis funcionais. A floreira de modo horizontal tem a intenção de reduzir a sensação vertical do edifício, já os elementos de concreto individualizam as unidades e servem como espécie de brises-soleil . O edifício Normandie foi uma solução para seu entorno já bastante destruído. No mar de concreto que é São Paulo, ele foi um dos primeiros projetos arquitetônicos a aproximar a natureza e as casas.

Além de atuação como projetista, Heep foi professor de Projeto no curso de Arquitetura e Urbanismo do Mackenzie entre 1958 e 1965. Apesar disso, sua contribuição para a instituição foi muito além de dentro das salas de aula, já que foi um dos principais responsáveis da construção do Prédio 9, no campus Higienópolis da UPM, sede dos cursos de Arquitetura e Design, homenageado pelo Estúdio 9, Empresa Júnior de Design e Arquitetura do Mackenzie, em seu nome. 

Escrito por:  Ana Luiza Santos Fernandes de Faria, Afonso Bogdan Leão Bruno, Beatriz Santana dos Santos e Carolina Santos Torres.